Como trabalhamos a terra
Cuidar do solo é cuidarde quem o trabalha.
Uma exploração agrícola vive do que a terra puder dar no ano seguinte. É isso que decide o que semeamos e como trabalhamos.
01A premissa
O que a terra puderdar no ano seguinte.
Uma exploração agrícola depende do que a terra for capaz de dar na campanha seguinte. É essa premissa que dita o que semeamos, a forma como preparamos o solo entre safras e como colaboramos com as populações de Niassa.
Não é uma política escrita à parte da produção: é a própria produção, vista à escala de vários anos em vez de uma colheita. Os pilares abaixo são o modo como isso se traduz em decisões concretas, dentro de cada campanha.
- Regime
- Sequeiro. A campanha acompanha a época das chuvas, de novembro a abril
- Talhões
- Nenhum fica em monocultura de uma campanha para a outra
- Equipa
- Mais de 50 pessoas por campanha, contratadas na região
- Horizonte
- A decisão é tomada à escala da campanha seguinte, não da colheita atual
02Os pilares
As decisões quese repetem todos os anos.
Pessoas, rotação, manejo e crescimento. Cada um deles é um conjunto de práticas concretas, não uma intenção.
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Pessoas e Comunidades
Formação no terreno, equipamento de proteção fornecido pela empresa e recrutamento local: mais de 50 postos de trabalho gerados por campanha.
- Contratação na região, com prioridade às comunidades vizinhas
- Formação no terreno, cultura a cultura e máquina a máquina
- Equipamento de proteção fornecido pela empresa
- Rendimento que fica na província, em vez de sair dela
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Rotação de Culturas
Alternância sistemática entre milho, soja e gergelim em todos os talhões, evitando a monocultura e permitindo a regeneração do solo entre campanhas.
- Milho, soja e gergelim alternam em todos os talhões
- Nenhum talhão fica em monocultura de uma campanha para a outra
- A soja fixa azoto e devolve fertilidade ao solo
- O gergelim quebra o ciclo de pragas e doenças do cereal
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Manejo Responsável
Aplicação de fertilizantes e defensivos agrícolas apenas quando a observação directa do campo o justifica, priorizando sempre a proteção integrada de pragas.
- Observação do campo antes de qualquer aplicação
- Manejo integrado de pragas como primeira opção
- Fertilizantes e defensivos só quando a cultura o justifica
- Registo do que é aplicado, em que talhão e quando
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Crescimento a Longo Prazo
Expansão progressiva da área cultivada e do volume de produção, salvaguardando a capacidade e a fertilidade do solo, campanha após campanha.
- Expandir a área sem esgotar a capacidade do solo
- Investir em agroprocessamento para acrescentar valor à colheita
- Decidir à escala da campanha seguinte, não da colheita atual
- Contribuir para a economia da província e do país
Cuidar do solo não é um capítulo à parte da produção. É a produção do ano seguinte.
Agro Lichimua
03Compromissos
O que fazemosem cada campanha.
São verificáveis no terreno, campanha a campanha. Abra cada um para ver o que significa na prática.
Contratar e formar na região
A equipa de cada campanha vem das comunidades em volta da exploração. A formação é feita no terreno, cultura a cultura e máquina a máquina, e o equipamento de proteção é fornecido pela empresa.
Nas épocas de plantação e colheita são mais de 50 pessoas. Para as famílias de Mandimba, a campanha é uma fonte de rendimento na própria região.
Manter todos os talhões em rotação
Nenhum talhão fica em monocultura de uma campanha para a outra. As três culturas alternam, e o que entra em cada talhão depende do que lá esteve antes, do estado do solo e das chuvas previstas.
Aplicar só o que o campo justifica
Fertilizantes e defensivos entram depois da observação do campo, com manejo integrado de pragas como primeira opção. Fica registado o que é aplicado, em que talhão e quando.
Fornecer equipamento de proteção
Quem trabalha na exploração recebe o equipamento de que precisa, fornecido pela empresa, e a formação para o usar. Não é um custo passado ao trabalhador.
Crescer sem comprometer o solo
A expansão da área e do volume é planeada em função do que a terra pode dar no ano seguinte. O passo seguinte é o agroprocessamento próprio, para que o valor acrescentado não saia da província junto com a matéria-prima.